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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Erenice ainda recebe das estatais do governo



Afastada da chefia da Casa Civil, Erenice Guerra ainda pende da folha de salários de empresas estatais.

A ex-protegida de Dilma Rousseff ainda integra os conselhos de administração da Eletobras e do BNDES.

No primeiro, participa de uma reunião a cada três meses. No segundo, as reuniões são mensais.
Somadas, as duas sinecuras rendem a Erenice algo como R$ 108 mil por ano. O caso é original.

Apadrinhado de José Sarney, Silas Rondeau teve o cargo de ministro de Minas e Energia passado na lâmina da Operação Navalha, em 2007.

Como Erenice, Silas rodou em meio a denúncias de malfeitos. A despeito disso, permanece até hoje no conselho de administração da Petrobras.






http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

sábado, 18 de setembro de 2010

A Casa Cívil: Uma usina de corrupção [novo]

Numa manhã de julho do ano passado, o jovem advogado Vinícius de Oliveira Castro chegou à Presidência da República para mais um dia de trabalho. Entrou em sua sala, onde despachava a poucos metros do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de sua principal assessora, Erenice Guerra. Vinícius se sentou, acomodou sua pasta preta em cima da mesa e abriu a gaveta. O advogado tomou um susto: havia ali um envelope pardo. Dentro, 200 000 reais em dinheiro vivo - um “presentinho” da turma responsável pela usina de corrupção que operava no coração do governo Lula. Vinícius, que flanava na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, começara a dar expediente na Casa Civil semanas antes, apadrinhado por Erenice Guerra e o filho-lobista dela, Israel Guerra, de quem logo virou compadre. Excitado com o pacotaço de propina, o neófito reagiu em voz alta : “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”. Um colega tratou de tranqüilizá-lo: “É o ‘PP’ do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo”.

PP, no caso, era um recado — falado em português, mas dito em cifrão. Trata-se da sigla para os pagamentos oficiais do governo. Consta de qualquer despacho público envolvendo contratos ou ordens bancárias. Adaptada ao linguajar da cleptocracia, significa propina. Tamiflu, por sua vez, é o nome do remédio usado para tratar pacientes com a gripe A1N1, conhecida popularmente como gripe suína. Dias antes, em 23 de junho, o governo, diante da ameaça de uma pandemia, acabara de fechar uma compra emergencial desse medicamento — um contrato de 34,7 milhões de reais. O “PP” entregue ao assessor referia-se à comissão obtida pela turma da Casa Civil ao azeitar o negócio.

É isso, leitor! Leia na revista os detalhes dessa história. Entenda por que Lula detesta a imprensa independente e por que seu governo tenta criar mecanismos para cerceá-la.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/na-casa-civil-na-gestao-dilma-a-metros-do-gabinete-de-lula-caraca-que-dinheiro-e-esse-isso-aqui-e-meu-mesmo-eram-r-200-mil-em-dinheiro-vivo/
Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Bomba: Dilma já teria sido informado do lob desde Fevereiro.

O consultor Rubnei Quícoli, pivô da última acusação que derrubou a ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil (entenda as acusações contra ele), afirmou na quinta-feira (16) que avisou, em fevereiro, funcionários do ministério sobre o esquema de lobby ilegal do qual participava o filho de Erenice, Israel Guerra. Não está claro se esses funcionários levaram a afirmação a escalões superiores, como a então ministra-chefe da Casa Civil e hoje candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quícoli entregou aos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo e-mails que teria enviado em 1º de fevereiro a Vinicius Castro, Glauciene Leitão, Vilma Nascimento do Carmo e Vera Oliveira, todos funcionários públicos lotados na assessoria especial da Casa Civil. Na mensagem, Quícoli reclama da cobrança por fora de R$ 240 mil feita pela empresa de Israel Guerra.

Israel é filho da ministra, e teria feito a cobrança para que o processo de crédito de R$ 9 bilhões junto ao BNDES fosse acelerado – de acordo com o BNDES, o pedido era de R$ 2,25 bilhões. Em uma das mensagens daquele dia, Quícoli, consultor da EDRB do Brasil Ltda, pede que o assunto seja levado à Dilma Rousseff. "Espero de coração que esse e-mail chegue às mãos da dra. Erenice e a (sic) ministra Dilma", afirma. No fim do e-mail, segundo a Folha, Quícoli faz uma ameaça e afirma: "Se vocês não fizerem chegar [a mensagem], eu faço chegar", escreveu.

Dilma era ministra também quando, 45 dias antes, Quícoli recebeu a minuta do contrato que faria com a Capital Assessoria, empresa que Israel, filho de Erenice, usa para fazer lobby e cobrar dinheiro em contratos obtidos junto a órgãos públicos. O documento cita o pagamento mensal de R$ 40 mil e a taxa de 5% (que significaria R$ 450 milhões se o contrato fosse de R$ 9 bilhões) em caso de sucesso na operação para financiar um projeto de usina solar.

Depois que a empresa se recusou a fazer o pagamento, o projeto foi rejeitado pelo BNDES. Segundo Quícoli, que já foi julgado por receptação de carga roubada e coação de testemunha, depois disso, o ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antônio Oliveira teria afirmado que a situação poderia ser resolvida caso a EDBR fizesse um repasse de R$ 5 milhões para "pagar alguma conta da campanha" de Dilma Rousseff.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI172655-15223,00-CASA+CIVIL+FOI+AVISADA+DE+LOBBY+EM+FEVEREIRO.html

Dilma e Lula: Caso Erenice [charge fenomenal]